Copyright © 2008, 2009, 2010 Volker Lanz
Gerencie seus discos, partições e sistemas de arquivos.
Índice
O Gerenciador de partições do KDE é um programa utilitário para ajudá-lo a gerenciar os dispositivos de discos, partições e sistemas de arquivos do seu computador.
Ele permite criar facilmente partições novas, criar sistemas de arquivos sobre partições novas ou existentes, copiar, mover ou apagar as partições e ainda modificar o tamanho de uma partição sem perder os seus dados.
Para efetuar o seu trabalho de forma eficiente, o Gerenciador de partições do KDE tira partido de ferramentas externas para suportar uma longa lista de sistemas de arquivos. Você poderá ter as ferramentas necessárias já instaladas para os sistemas de arquivos do seu computador.
Sempre faça o backup de seus dados!
O Gerenciador de partições do KDE foi desenhado e concebido de forma a ter uma grande ênfase sobre a integridade dos dados. Existe de qualquer forma algum perigo inerente quando se modifica a tabela de partições de um dispositivo ou uma das suas constituintes: Poderá existir sempre algum erro no Gerenciador de partições do KDE, uma falta de energia inesperada ou um problema com o 'hardware' do computador.
Por essas razões você deverá ter sempre uma cópia de segurança dos seus dados importantes antes de efetuar qualquer modificação com uma ferramenta como o Gerenciador de partições do KDE.
Os autores do programa não assumem qualquer responsabilidade se perder dados ao usar o Gerenciador de partições do KDE.
O Gerenciador de partições do KDE usa as operações, as tarefas e os comandos para dividir de forma lógica o trabalho que irá efetuar. Veja o glossário para saber mais detalhes sobre eles.
Além da área principal, que mostra o dispositivo atualmente selecionado de forma gráfica e em árvore, o Gerenciador de partições do KDE usa as “áreas acopláveis” ou painéis do Qt™ para mostrar alguma informação e permitir algumas seleções. Veja a seguinte imagem para ter uma ideia geral da janela principal do Gerenciador de partições do KDE.

Menu: A barra do menu apresenta alguns menus personalizados e fora do normal que servem para escolher as ações a efetuar. Todos os comandos estão descritos em detalhe em Capítulo 3, Referência de comandos.
Barra de ferramentas: A barra de ferramentas do Gerenciador de partições do KDE é uma barra de ferramentas padrão. Pode ser completamente personalizada; para mais detalhes, veja em “Os menus Configurações e Ajuda”.
Painel de Dispositivos: Este painel apresenta todos os dispositivos existentes no seu computador que o Gerenciador de partições do KDE consegue usar. Selecione um dispositivo neste painel para vê-lo ou modificá-lo na área gráfica ou na árvore de dispositivos.
Área Gráfica do Dispositivo: Nesta área, o Gerenciador de partições do KDE mostra uma representação gráfica do dispositivo selecionado neste momento. Cada uma das partições do dispositivo tem a sua caixa própria com o nome do dispositivo (“sda1” para a primeira partição da imagem acima) e dados sobre a utilização (a área violeta da imagem).
As Partições Estendidas são diferentes visualmente pelo seu contorno extra (em verde claro na imagem acima) em torno delas.
Você pode selecionar uma partição se clicar nela na área gráfica de dispositivos. Se fizer duplo-clique, irá abrir a janela de propriedades da partição. Se clicar com o botão direito, irá abrir o menu de contexto da partição.
Área em Árvore do Dispositivo: Esta área mostra informações estendidas sobre cada partição do dispositivo selecionado. A partição atualmente selecionada encontra-se realçada. Se fizer duplo-clique sobre uma partição, irá abrir a janela de propriedades da partição. Se clicar com o botão direito, irá mostrar o menu de contexto da partição.
Painel de Informações: O painel de informações mostra alguns detalhes sobre o dispositivo ou partição selecionados. Não está ativo por padrão.
Painel de Operações Pendentes: Este painel apresenta todas as operações que serão executadas quando escolher a opção → .
Na imagem acima, existe uma operação pendente: Se o usuário aplicar agora as operações, o sistema de arquivos em /dev/sdb3 será analisado à procura de erros e, se necessário, reparado.
Barra de status: A barra de status exibe quantas operações estão pendentes atualmente.
Painel de Saída do Registro: Este painel mostra as informações de registro. Só é de importância secundária para os usuários não-avançados, não estando ativo por padrão.
Este manual explicada o redimensionamento de uma partição que esteja ficando muito cheia. Veja a seguinte imagem para apresentar a situação inicial antes do redimensionamento:

No dispositivo “/dev/sdb”, a partição “sdb2” já tem pouco espaço livre, enquanto a outra partição, a “sdb1”, está longe de estar cheia. Por essa razão, aconselha-se que torne a primeira partição um pouco menor e aumente a “sdb2” para que fique com um pouco mais de espaço disponível.
Nota: você não pode modificar partições montadas.
Na imagem acima, nenhuma das partições está montada no momento. Se uma ou ambas estivessem montadas, você teria que desmontá-las primeiro com a opção → .
O primeiro passo é adquirir mais espaço para a partição crescer, por isso comece diminuindo a “sdb1”. Clique na partição e escolha a opção → (Ctrl+R) . Irá aparecer a seguinte janela:

Esta janela permite-lhe redimensionar a partição de várias formas. Você poderá tanto arrastar a pega direita para a esquerda, até que a partição tenha o tamanho desejado, ou então indicar o tamanho no campo de Tamanho. Outra possibilidade seria carregar nas pequenas setas ao lado do campo de texto, se bem que isto poderá ser um pouco mais aborrecido para alterações maiores.
Seja qual forma a sua preferência para definir o novo tamanho, a janela deverá aparecer agora da seguinte forma:

Depois de clicar em , será adicionada uma nova operação à lista de operações pendentes e a área gráfica e da árvore do dispositivo serão atualizadas para refletir a nova situação:

Nota: É feita uma previsão das operações antes de aplicá-las.
Ainda que a janela principal reflita o estado de como dispositivo irá ficar depois de aplicar a nova operação, ela ainda não foi aplicada de fato: Embora as operações estejam pendentes, você ainda poderá anulá-las (com a opção → (Ctrl+Z) ou então com → para anular todas), ou ainda sair do Gerenciador de partições do KDE, uma vez que nada ainda foi modificado de fato.
Agora que já existe algum espaço livre entre as duas partições, você já poderá mover e aumentar a partição “sdb2”. Primeiro, clique na “sdb2” e escolha a opção → (Ctrl+R) de novo. A pega de dimensionamento irá aparecer mais uma vez, aplicando-se neste caso para a segunda partição. Arraste a sua pega esquerda para o extremo esquerdo, para que a janela se assemelhe o seguinte:

Tenha cuidado e certifique-se de que o campo de texto Espaço livre antes realmente mostra “0 MiB” porque, caso contrário, poderá ser deixado algum espaço livre entre as partições que será desperdiçado.
Agora clique em de novo. Na janela principal, as coisas deverão estar semelhantes a:

Isto já se parece com o pretendido, assim você poderá escolher → . Irá aparecer uma janela que lhe perguntará se tem certeza da aplicação das operações pendentes. Confirme esta janela para que o Gerenciador de partições do KDE comece a executar as operações:

Enquanto as operações estão sendo executadas, você poderá clicar no sinal de 'mais' ao lado de cada operação da lista, de modo a descobrir as tarefas que a compõem e ver qual a tarefa atualmente em execução.
O redimensionamento da uma partição, da forma como redimensionou a “/dev/sdb2” acima, significa sempre que terá que ser movida primeiro para a esquerda antes de ser possível aumentá-la, uma vez que as partições nunca poderão ser aumentadas diretamente para a esquerda. Infelizmente, um movimento de uma partição grande como esta irá levar algum tempo. Não é anormal uma operação como estas poder levar vários minutos ou ainda mais.
Finalmente, todas as operações foram concluídas com sucesso:

Ao clicar em , você poderá agora fechar a janela de progresso e voltar à janela principal. O Gerenciador de partições do KDE irá voltar a sondar os seus dispositivos neste momento, assim poderá demorar alguns segundos.
Se você estiver interessado em mais alguns detalhes das operações executadas, clique em . Você poderá ver o relatório detalhado que é sempre gerado (e atualizado em tempo real) enquanto o Gerenciador de partições do KDE executa as operações:

Este relatório é particularmente interessante se ocorrer algum erro na execução das operações. Um relatório irá mostrar cada uma das operações, das tarefas e de cada comando externo que é executado, sendo assim bastante útil para localizar os problemas.
Você poderá salvar o relatório como HTML ou vê-lo num navegador Web externo.
Dica
Salve sempre o relatório detalhado como HTML quando, ao executar as operações, ocorram erros ou alertas para referência posterior. Você poderá também querer incluí-lo num relatório de erros enviado para o sistema de rastreamento de erros do KDE em bugs.kde.org.
Para ocultar os detalhes de novo, clique em e, finalmente, feche a janela de progresso com o botão .
Este manual descreve como copiar uma partição. Nós assumiremos que a intenção é copiar uma partição de um dispositivo para outro e sobrepor uma partição de destino existente, mas o procedimento geral não será muito diferente ao copiar para o mesmo dispositivo ou para alguma área livre.
A captura de tela a seguir exibe como o dispositivo fonte se parece:

A partição de origem, neste exemplo, será a “sdb1”, a qual se encontra montada atualmente, o que está indicado pelo cadeado ao lado do nome do ponto de montagem na imagem. Uma partição montada não poderá ser copiada, assim você terá primeiro que desmontá-la: Clique nela e selecione a opção → .
Depois de desmontar a partição, o ícone do cadeado irá desaparecer, e poderá agora selecionar a opção → (Ctrl+C) . Ela colocará a “sdb1” na área de transferência do Gerenciador de partições do KDE; em outras palavras, a “sdb1” é agora a partição que será inserida quando selecionar → (Ctrl+V) .
O dispositivo de destino da cópia neste manual é o “/dev/sdc”. Clique nele no painel de Dispositivos. Assim é como ficará o dispositivo antes da cópia:

A partição a sobrepor é a “sdc5”. Para colar a partição copiada dentro dela, clique na mesma e selecione a opção → (Ctrl+V) . Você irá ver que a operação para copiar a partição foi adicionada à lista de operações pendentes. Repare que não é necessária qualquer janela para inserir a partição, o que iria acontecer se a tivesse colado numa área livre: O início e o fim da partição colada são determinados pela partição sobreposta.
Agora selecione a opção → para copiar a partição. Veja o manual sobre o dimensionamento de partições para saber mais detalhes sobre a aplicação das operações.
Este manual descreve a preparação de um novo dispositivo de disco rígido para a instalação de um sistema operacional (SO): Suponha que você comprou um novo disco rígido e que pretende usá-lo agora como substituição para o antigo, que contém atualmente o seu SO e as partições de dados. Você também gostaria de aproveitar esta oportunidade para instalar um sistema operacional. Você terá que efetuar vários passos para fazer a transição do sistema antigo para o novo.
A seguir, o “/dev/sdb” é o disco rígido antigo e o “/dev/sdc” é o novo. Esta imagem mostra a situação no dispositivo de origem:

O novo dispositivo irá ficar semelhante ao seguinte. Repare que ele ainda não tem nenhuma tabela de partições válida, assim o primeiro passo é criar uma, através da seleção de → (Ctrl+Shift+N) :

Depois de confirmar a janela de aviso, você poderá começar a criar partições no dispositivo novo, clicando na partição estendida e selecionando a opção → (Ctrl+N) . Comece com uma partição estendida no fim do disco, para ela conter depois as partições das áreas dos usuários e de memória virtual:

Clique em e a operação para criar esta partição estendida é adicionada a lista.
Agora crie uma partição primária no resto do dispositivo onde será instalado o novo sistema operacional. Torne-a tão grande quanto o espaço livre à frente da partição estendida:

Clique em na janela, de modo a aceitar a sua escolha. A operação para criar a partição primária nova será então adicionada à lista de operações.
Agora é o momento de copiar a partição das áreas dos usuários do dispositivo antigo para a partição estendida do dispositivo novo. Selecione o dispositivo antigo no painel da Lista de Dispositivos, clique na partição “sdb5” e escolha a opção → (Ctrl+C) .
Agora volte ao dispositivo novo e clique na partição estendida. Selecione a opção → (Ctrl+V) . Aparecerá a seguinte janela:

Isto já parece bom, mas você sabe já de início que não irá necessitar de tanto espaço livre após a partição das áreas dos usuários, uma vez que irá criar mais tarde aí uma partição de memória virtual.
Assim, clique na pega direita de redimensionamento e desloque-a para a direita até que o espaço livre após a partição colada tenha um tamanho mais adequado para uma partição de memória virtual:

Isto parece ótimo. Clique em para aceitar e fechar a janela. Será adicionada à lista de operações uma operação nova para colar a partição copiada à partição estendida em “sdc”. Lembre-se que esta operação também irá definir o tamanho novo.
Finalmente, você irá querer criar uma partição de memória virtual nova no fim da partição estendida em “sdc”. Não há necessidade de copiar a partição existente em “sdb”, porque esta partição não contém nenhuma informação permanente que valha a pena manter. Basta criar uma partição nova do tipo 'linuxswap' que preencha o tamanho total da área livre após a partição nova com as áreas dos usuários.
A janela principal, com todas as operações e uma previsão de como irá ficar a “sdc” após a sua aplicação, será algo semelhante a isto:

Isto parece perfeito; assim, selecione a opção → , confirme a janela de aviso e espere até todas as operações terem sido executadas. Para mais detalhes sobre as operações em execução, veja a seção sobre o dimensionamento de partições.
O seu disco rígido novo está agora pronto para a instalação do seu sistema operacional novo.
Este capítulo fornece uma explicação mais detalhada sobre todos os comandos disponíveis no Gerenciador de partições do KDE. Ele pretende ser uma referência para acompanhar a informação apresentada em Capítulo 2, Usando o Gerenciador de partições do KDE.
- → (Ctrl+Z)
Anula a última operação que tiver sido adicionada à pilha de operações.
Este comando só é habilitado se a lista de operações não estiver vazia.
- →
Limpa a lista de operações sem aplicar nenhuma delas.
Este comando só é habilitado se a lista de operações não estiver vazia.
- →
Aplica a lista de operações. Este comando irá aplicar todas as operações da lista, de modo a que todas as alterações sejam guardadas de forma permanente nos seus discos. Depois de aplicar todas as operações, a lista é limpa e não haverá nenhuma forma de anular qualquer operação.
Este comando só é habilitado se a lista de operações não estiver vazia.
- →
Permite selecionar um dispositivo em um submenu com todos os dispositivos disponíveis no sistema.
- → (F5)
Atualiza os dispositivos: Este comando obriga o Gerenciador de partições do KDE a sondar e a ler os dispositivos do seu computador de novo. Isto poderá ser útil, por exemplo, se tiver conectado um disco rígido USB externo, após ter iniciado o Gerenciador de partições do KDE.
- → (Ctrl+Shift+N)
Cria uma tabela de partições nova: Este comando cria uma tabela de partições GPT ou MS-DOS nova e em branco no dispositivo selecionado. Isto irá apagar todas as partições no dispositivo, bem como todos os dados no mesmo; por isso, é bom ter cuidado com este comando.
Este comando só fica ativo se tiver selecionado um dispositivo e se não tiver nenhuma partição dele montada.
- →
Permite exportar uma lista de todas as partições no dispositivo selecionado para um arquivo.
- →
Permite importar uma tabela de partição de um arquivo previamente exportado.
Isto irá apagar todas as partições no dispositivo, bem como todos os dados no mesmo; por isso, é bom ter cuidado com este comando.
Este comando só fica ativo se tiver selecionado um dispositivo e se não tiver nenhuma partição dele montada. Importando para dispositivos lógicos, como grupos de volumes LVM não são suportados no momento.
- →
Mostra um relatório SMART. O SMART é um sistema de monitoramento incluído em unidades de disco rígido e de estado sólido que detecta e relata vários indicadores de confiabilidade da unidade, com o objetivo de permitir a antecipação de falhas de hardware.
- →
Mostra informações sobre os dispositivos atualmente selecionados. Neste diálogo, você pode encontrar capacidade, tamanhos de setor, tipo de tabela de partição, bem como o número máximo e o usado de partições primárias.
- → (Ctrl+N)
Cria uma partição nova: Abre a janela de criação de uma partição nova, onde poderá definir o tipo, o tamanho, a posição e o sistema de arquivos da partição a criar.
Repare que a tabela de partições num dispositivo poderá impor restrições sobre o número de partições a criar. As tabelas de partições do MS-DOS, por exemplo, só permitem quatro partições primárias.
Este comando só fica ativo se tiver selecionado alguma área em branco de um dispositivo.
- → (Ctrl+R)
Redimensiona ou muda uma partição de posição: Abre a janela para mudar o tamanho ou a posição de uma determinada partição existente. Dependendo do sistema de arquivos da partição e das ferramentas externas instaladas no seu computador, ela tem todas as três ações de redimensionamento possíveis -- isto é, mover a partição, reduzir o seu tamanho (“diminuir a partição”) ou aumentá-lo (“aumentar a partição”) -- poderão estar disponíveis nesta janela. Veja a seção → .
Este comando só fica ativo se tiver selecionado uma partição que não esteja montada no momento e cujo sistema de arquivos possa ser diminuído, aumentado ou movido. No caso de uma partição estendida, só ficará ativo se nenhuma das partições lógicas da partição estendida estiver montada.
- → (Del)
Apaga uma partição: Este comando apaga a partição atualmente selecionada.
Este comando só fica ativo se estiver selecionada uma partição que não esteja montada no momento. No caso de uma partição estendida, só fica ativa se ela não contiver nenhuma partição lógica.
Aviso: possível perda de dados
Quando apagar uma partição, isto significa que todos os dados da partição serão destruídos.
- → (Ctrl+Del)
Destrói uma partição: Este comando destrói a partição atualmente selecionada.
Este comando só fica ativo se estiver selecionada uma partição que não esteja montada no momento. No caso de uma partição estendida, só fica ativa se ela não contiver nenhuma partição lógica.
Aviso: perda de dados
Quando destruir uma partição, isto significa que todos os dados da partição serão destruídos.
- → (Ctrl+C)
Copia uma partição: Este comando copia a partição selecionada atualmente para a área de transferência do Gerenciador de partições do KDE.
Este comando só fica ativo se estiver selecionada uma partição que não esteja montada no momento e cujo sistema de arquivos possa ser copiado. As partições estendidas não podem ser copiadas.
- → (Ctrl+V)
Cola uma partição: Este comando cola a partição da área de transferência do Gerenciador de partições do KDE para a partição atualmente selecionada ou para uma área em branco.
Ao colar na área em branco, irá aparecer uma janela que lhe permite mover ou aumentar a cópia introduzida. Ao sobrepor uma partição existente, esta janela não será apresentada.
Este comando só estará ativo se tiver uma partição na área de transferência e um destino válido (quer uma partição quer uma área em branco) selecionados. O destino também deverá ser grande o suficiente para conter a origem, não podendo também estar montado. Você não poderá copiar uma partição para cima de si mesma.
Aviso: possível perda de dados
A colagem de uma partição sobre uma existente significa que todos os dados da partição existente serão destruídos e substituídos pelos dados da partição colada.
- →
Abre um diálogo para editar o ponto de montagem e as opções de montagem.
Este comando só é habilitado se uma partição estiver montada.
- →
Monta ou desmonta uma partição: Este comando monta ou desmonta a partição selecionada, dependendo do seu estado atual.
Este comando só está ativo se estiver selecionada uma partição para ser montada ou desmontada. Se o sistema operacional não conhecer o ponto de montagem da partição, não poderá montá-la no Gerenciador de partições do KDE.
- →
Verifica uma partição: Este comando faz uma verificação da partição selecionada e do seu sistema de arquivos, à procura de erros, tentando resolver os problemas que encontrar. Durante este processo, o sistema de arquivos na partição será também dimensionado para ocupar a partição por completo.
Este comando só está ativo se tiver selecionado uma partição que possa ser verificada e que não esteja montada atualmente.
- →
Cria uma cópia de segurança de uma partição: Este comando salvaguarda o sistema de arquivos na partição selecionada para um arquivo. Será questionado onde deve guardar o arquivo da imagem, após ativar este comando.
O arquivo da imagem criado é uma cópia setor-a-setor do sistema de arquivos da partição. Não está comprimido nem tem quaisquer metadados ou cabeçalhos adicionados a ele, assim poderá ser montado diretamente como um dispositivo local fora do Gerenciador de partições do KDE, caso o sistema operacional o permita.
Este comando só fica ativo se estiver selecionada uma partição e puder criar uma cópia de segurança do sistema de arquivos. A partição também não poderá estar montada.
- →
Restaura o conteúdo de uma partição: Este comando restaura um sistema de arquivos numa partição, a partir de um arquivo de imagem. Será pedido o nome do arquivo da imagem, após ativar este comando. O destino a restaurar deverá ter espaço suficiente para o arquivo da imagem.
O comando só fica ativo se selecionar uma área livre ou uma partição que não esteja montada atualmente.
Aviso: possível perda de dados
A restauração de uma partição sobre uma existente significa que todos os dados da partição existente serão destruídos e substituídos pelos dados do arquivo da imagem de restauração.
- →
Mostra as propriedades de uma partição: Este comando mostra uma janela com informações sobre a partição ou espaço livre selecionados no momento.
O que é apresentado e o que pode ser modificado nesta janela depende do tipo de partição, do tipo de sistema de arquivos na partição e se a partição está montada neste momento ou não.
Nem todos os sistemas de arquivos suportam, por exemplo, a definição de um rótulo. Geralmente, também não é possível modificar nenhuma propriedade, caso a partição esteja montada.
Esta é uma lista de todas as propriedades das partições e sistemas de arquivos que podem ser modificadas, de um modo geral, nesta janela:
Definir ou modificar o rótulo de um sistema de arquivos
Alterar o sistema de arquivos da partição.
Aviso: possível perda de dados
A modificação do sistema de arquivos de uma partição significa sempre que todos os dados na partição serão destruídos.
Recriar o sistema de arquivos na partição
Aviso: possível perda de dados
Recriar um sistema de arquivos numa partição significa sempre que todos os dados na partição serão destruídos. Esta opção só deverá ser usada como último recurso, caso o sistema de arquivos não possa ser mais reparado.
Mudar as opções de uma partição
Dependendo do tipo de tabela de partições usado, poderão existir várias opções disponíveis para cada partição dessa tabela. Na maioria dos casos, a modificação das opções não é necessária e deverá ser considerada uma funcionalidade avançada.
O comando só fica ativo se estiver selecionada uma área livre ou uma partição.
- → (Ctrl+Shift+L)
Cria um novo dispositivo lógico como um grupo de volume LVM.
- →
Mostra a janela de suporte ao sistema de arquivos. Esta janela mostra em detalhe as operações que poderão ser efetuadas para cada um dos sistemas de arquivos suportados.
Aqui está um exemplo de como poderá aparecer a janela com a maioria das ferramentas externas instaladas:

A marcação em azul significa “suportado”, enquanto a cruz vermelha significa “não suportado”. Algumas combinações nunca são suportadas, como a verificação das partições de memória virtual, por ser inerentemente impossível. Outras poderão não ser suportadas por falta de funcionalidade por parte das ferramentas.
Se você tiver instalado ferramenta novas enquanto o Gerenciador de partições do KDE estiver em execução, clique em para forçar uma atualização da sondagem de ferramentas de suporte aos sistemas de arquivos.
Gerenciador de partições do KDE tem os menus comuns do KDE Configurações e Ajudas descrito nos Fundamentos do KDE com submenu adicional , onde você pode alternar a exibição dos , , e os painéis ligar e desligar a .
- 4.1. Quão perigoso é o Gerenciador de partições do KDE para os meus dados?
- 4.2. Eu instalei todos os pacotes externos de suporte ao sistema de arquivos e mesmo assim não tenho suporte para todas as operações em todos os sistemas de arquivos.
- 4.3. Porque eu não vejo nenhuma informação de progresso significativa quando estou redimensionando uma partição?
- 4.4. Porque eu não posso redimensionar a partição de raiz? Como eu posso redimensionar a partição onde se encontra a pasta '/home'?
- 4.5. Estou recebendo um aviso na saída do registro sobre o fato de não poder criar uma partição com o tamanho que pediu, sendo criada com um tamanho menor. O que está acontecendo?
- 4.6. Quantas operações posso adicionar à lista de operações pendentes?
- 4.7. O redimensionamento de um sistema de arquivos 'ext2' ou 'ext3' falhou com algo do gênero “no space left on device” (acabou-se o espaço livre no dispositivo). O que aconteceu? Será que os meus dados estão corrompidos agora?
- 4.8. Porque eu não posso formatar o meu drive de disquete com o Gerenciador de partições do KDE? Porque não há suporte para a gravação de CDs ou DVDs?
- 4.9. Porque eu não posso modificar as partições de um dispositivo com uma tabela de partições do Amiga ou do BSD?
- 4.10. No início, o Gerenciador de partições do KDE fica bloqueado durante alguns minutos, enquanto tenta acessar a unidade de disquetes do meu computador.
- 4.11. Durante a inicialização, o Gerenciador de partições do KDE imprime algumas mensagens sobre a detecção dos dispositivos, que poderá estourar ou levar algum tempo, pelo menos.
Gerenciador de partições do KDE
Direitos autorais do programa 2008, 2009, 2010 Volker Lanz (vl AT fidra.de)
Direitos autorais da documentação (c) 2008, 2009, 2010 Volker Lanz. (vl AT fidra.de)
Tradução de Luiz Fernando Ranghetti (elchevive AT opensuse.org)
Esta documentação é licenciada sob os termos da Licença de Documentação Livre GNU.
Este programa é licenciado sob os termos da Licença Pública Geral GNU.
- Comando
No Gerenciador de partições do KDE, os comandos são o que compõe as tarefas. Estes são os passos de muito baixo nível que são executados, sendo normalmente da responsabilidade de uma ferramenta externa e apenas visíveis no relatório de progresso detalhado.
O usuário normalmente não tem que se preocupar com os comandos.
- Cilindro
Uma unidade usada para dividir um dispositivo. Alguns sistemas operacionais, bem como muitas ferramentas de gerenciamento de discos, necessitam que as partições comecem e terminem num cilindro. Assim, o Gerenciador de partições do KDE ajusta automaticamente as partições aos limites entre cilindros, quando altera o seu início e fim.
- Tamanho do cilindro
O número de setores por cilindro num dispositivo. É calculado como sendo o número de cabeças multiplicado pelo número de setores por faixa.
- Dispositivo
Um dispositivo de disco físico. Os dispositivos de discos físicos são divididos em seções lógicas, chamadas partições, com a utilização das tabelas de partições.
- Rótulo do disco
Outro nome para uma tabela de partições, sendo um remanescente do mundo da SUN/BSD.
Nota
São fáceis de confundir, mas um rótulo de disco não tem nada a ver com uma rótulo do sistema de arquivos.
Veja esta entrada na Wikipédia para detalhes sobre o nome.
Ver Também Tabela de partições.
- Partição estendida
Uma partição que contém outras partições. As partições estendidas só podem ser elas próprias partições primárias. Se as partições estendidas estão disponíveis ou não depende do tipo de tabela de partições usado. As tabelas de partições do MS-DOS permitem apenas uma partição estendida por dispositivo.
Ver Também Partição primária, Partição lógica.
- Sistema de arquivos
Um sistema de arquivos define como está organizado o armazenamento dos dados (arquivos ou pastas e os seus metadados ou o espaço livre) dentro de uma partição. Existem diversos tipos de sistemas de arquivos diferentes, vindo alguns originalmente do mundo do Unix/Linux, enquanto outros não. Alguns exemplos de sistemas de arquivos comuns no Unix/Linux são o Btrfs, ext4 e XFS.
- Rótulo do sistema de arquivos
O título ou etiqueta de um sistema de arquivos. Alguns sistemas de arquivos (entre eles o Btrfs, ext2/3/4, o FAT16/32 e o NTFS) suportam a definição de um rótulo para o sistema de arquivos, de modo que este possa ser identificado nas ferramentas como o Gerenciador de partições do KDE ou em outras aplicações.
Nota
São fáceis de confundir, mas um rótulo de sistema de arquivos não tem nada a ver com uma rótulo de disco.
- Bandeira
Ver Opção da Partição.
- GPT
Um formato de tabela de partição moderno suportado pela maioria dos computadores e sistemas operacionais modernos. Ele suporta mais que 4 partições primárias ao contrário da tabela de partição MS-DOS.
- Cabeçalho
Uma unidade usada para dividir um dispositivo.
- Trabalho
No Gerenciador de partições do KDE, um conjunto de tarefas é o que compõe as operações. Normalmente, você não tem que se preocupar com as tarefas; elas só se tornam aparentes ao aplicar a lista de operações pendentes: aí sim, o Gerenciador de partições do KDE irá então mostrar uma janela de progresso, composta por todas as operações e respectivas tarefas, que mostra a operação e a tarefa que está sendo executada no momento.
- Rótulo
Tanto um rótulo do disco como um rótulo do sistema de arquivos.
Ver Também Rótulo do disco, Rótulo do sistema de arquivos.
- Partição lógica
Uma partição dentro de uma partição estendida.
Ver Também Partição primária, Partição estendida.
- LUKS
O LUKS (Linux Unified Key Setup) é o formato de criptografia padrão para o Linux.
- LVM
LVM é um sistema para gerenciar partições lógicas que é mais flexível que as partições normais. Ele consiste em três componentes principais:
Volumes físicos LVM são partições no disco cujo espaço é gerenciado pelo LVM. Grupo de volume LVM é uma coleção de volumes físicos LVM que podem ser particionados em partições lógicas. Pode ser usado para criar sistemas de arquivos abrangendo múltiplos dispositivos ou para dividir volumes LUKS criptografados em partições menores. Volumes lógicos LVM são similares às partições normais, exceto que elas residem no grupo de volume LVM. Também, a localização das partições lógicas LVM não importam e elas não precisam ser fisicamente contínuas. Portanto, o Gerenciador de partições do KDE não permite mover volumes lógicos LVM e mostra o espaço livre restante ao final do dispositivo. - Operação
O Gerenciador de partições do KDE divide o trabalho que ele faz em operações, trabalhos e comandos.
As operações são o nível mais visível das três. Se você escolher uma ação na interface gráfica do usuário, ela irá resultar provavelmente numa nova operação que será adicionada à lista de operações pendentes. A ideia por trás deste conceito é: provavelmente você irá querer configurar alguns passos que transformam o estado atual dos seus dispositivos de discos no estado que tem em mente. Alguns destes passos poderão levar bastante tempo para serem executados (como a cópia de um sistema de arquivos grande ou o dimensionamento de um sistema de arquivos quase cheio). Para poupá-lo de ficar sentado à espera que o seu computador termine um passo para iniciar o seguinte, as operações permitem-lhe definir exatamente como deverão ficar os dispositivos do computador quando tudo terminar, deixando então depois o Gerenciador de partições do KDE aplicando as operações e regressando apenas no fim de todas elas.
As operações são mantidas numa lista de operações pendentes. Enquanto uma operação não tiver sido aplicada, será possível anulá-la facilmente, sem que nada seja modificado.
- Partição
Uma seção de um dispositivo de disco rígido que poderá conter um sistema de arquivos ou outras partições. Sem ter pelo menos uma partição válida, você não pode usar um determinado disco.
Ver Também Dispositivo, Tabela de partições, Partição primária, Partição estendida, Partição lógica.
- Opção da Partição
Um marcador para uma partição. A disponibilidade destas opções depende do tipo de tabela de partições que for usado.
- Tabela de partições
Uma pequena seção no início de um dispositivo que é usada para guardar informações sobre o layout das partições do dispositivo. Existem diferentes tipos de tabelas de partições, tendo cada uma delas as suas próprias limitações.
Alguma vezes também chamado de “rótulo do disco”.
- Partição primária
Uma partição que está diretamente dentro de uma tabela de partições, em oposição às partições lógicas, que se encontram dentro das partições estendidas.
As tabelas de partições normalmente impõem restrições sobre o número máximo de partições primárias que poderão ser criadas num dispositivo. Para as tabelas de partições do tipo do MS-DOS, por exemplo, este número máximo é igual a quatro.
Ver Também Partição estendida, Partição lógica.
- Setor
Uma unidade usada para dividir um dispositivo. As partições devem sempre começar e terminar num setor.
- Tamanho do setor
O número de bytes por setor em um dispositivo. O tamanho do setor da maioria dos dispositivos em uso hoje em dia é de 512 bytes.